O SEGUNDO ESTÁGIO DE UM FOGUETE FALCON 9 DA SPACEX IRÁ COLIDIR COM A LUA

O SEGUNDO ESTÁGIO DE UM FOGUETE FALCON 9 DA SPACEX IRÁ COLIDIR COM A LUA

10:29
SpaceToday SpaceToday

Um foguete “morto” está prestes a deixar uma marca permanente na Lua. No dia 5 de agosto de 2026, por volta das 06:35 UTC, o segundo estágio de um Falcon 9 da SpaceX – catalogado como 2025-010D – deve se chocar contra a superfície lunar, perto da cratera Einstein, em um raro impacto de lixo espacial no nosso satélite natural. [projectpluto](https://www.projectpluto.com/25010d.htm) Esse estágio foi lançado em janeiro de 2025 a partir do Kennedy Space Center, levando dois landers lunares privados: o Blue Ghost Mission 1, da Firefly Aerospace, e o Resilience, da japonesa ispace. Depois de cumprir sua função e liberar as sondas na rota para a Lua, o segundo estágio ficou preso em uma órbita altamente excêntrica entre a Terra e a Lua, sem combustível suficiente para uma manobra de reentrada controlada. Ao longo de cerca de 18 meses, a gravidade da Terra e da Lua foi “empurrando” esse pedaço de foguete até colocá‑lo em rota de colisão com o solo lunar. [projectpluto](https://www.projectpluto.com/25010d.htm) No momento do impacto, o Falcon 9 vai atingir a região próxima à cratera Einstein a aproximadamente 2,4 km por segundo, o que corresponde a algo em torno de 5.400–8.700 km/h. Essa energia é suficiente para abrir uma nova cratera estimada entre 17 e 27 metros de diâmetro e lançar uma pluma de material ejetado para cima. É só o segundo grande impacto lunar não intencional de um estágio de foguete documentado, e oferece uma oportunidade única para estudar como impactos artificiais modificam a superfície da Lua. [thenightskyguy](https://thenightskyguy.com/2026/05/02/spacex-rocket-debris-moon-impact-august-2026/) A previsão desse evento foi refinada pelo astrônomo Bill Gray, do Project Pluto, que acompanha objetos em órbitas altas usando observações de múltiplos observatórios ao redor do mundo. De acordo com os cálculos mais recentes, o impacto acontece na parte iluminada da Lua, perto da sua borda visível (“limb”), em um ponto que pode ser monitorado tanto por telescópi