NANCY GRACE ROMAN - O NOVO TELESCÓPIO ESPACIAL DA NASA 100 VEZES MELHOR QUE O HUBBLE!!

NANCY GRACE ROMAN - O NOVO TELESCÓPIO ESPACIAL DA NASA 100 VEZES MELHOR QUE O HUBBLE!!

20:26
SpaceToday SpaceToday

No dia 30 de agosto de 2026, às 8h26 no horário de Brasília, um Falcon Heavy decola da plataforma 39A do Centro Espacial Kennedy levando o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman rumo ao ponto L2, a um milhão e meio de quilômetros da Terra. É o mesmo endereço do James Webb, e não é coincidência: os dois foram construídos para trabalhar juntos. O Roman enxerga com a mesma nitidez do Hubble e abraça cem vezes mais céu em cada disparo. O espelho principal tem 2,4 metros, o mesmo diâmetro do Hubble, e chegou à NASA de graça: era peça reserva de um satélite espião cancelado, doada pela inteligência americana. A diferença entre os dois telescópios está na câmera. O Wide Field Instrument reúne dezoito detectores de infravermelho próximo num sensor de quase 300 megapixels, com campo de visão de 0,28 grau quadrado. Na prática, o Roman varre o céu cerca de mil vezes mais rápido que o Hubble. Os cinco anos de missão já estão divididos em três grandes levantamentos. O maior deles cobre mais de cinco mil graus quadrados, doze por cento de todo o céu, em pouco menos de um ano e meio, medindo a forma de centenas de milhões de galáxias. O que interessa ali é a deformação sutil dessas formas: qualquer massa entorta o espaço à volta, e a luz que passa por perto entorta junto. A gravidade vira uma lupa. Medindo a distorção galáxia por galáxia, dá para desenhar onde está a matéria escura, que não emite luz nenhuma. O segundo levantamento aponta para o bulbo da Via Láctea. São seis campos, 1,7 grau quadrado no total, a área de oito luas cheias e meia, fotografados a cada doze minutos ao longo de 438 dias de observação, distribuídos em temporadas de setenta e dois dias. Quando uma estrela passa na frente de outra, a gravidade amplifica o brilho da estrela de trás por alguns dias. Se houver um planeta em volta, o brilho dá um segundo salto, mais curto. É a microlente gravitacional, e ela deve render mais de mil exoplanetas novos, incluindo centenas de planetas órfãos, que vagam pela galá