O Sol Como Você Nunca Viu Antes!!! E A Descoberta Dos Redemoinhos Na Sua Superfície!!!

O Sol Como Você Nunca Viu Antes!!! E A Descoberta Dos Redemoinhos Na Sua Superfície!!!

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SpaceToday SpaceToday

Em 14 de abril de 2025, entre 21h38 e 21h41 do horário universal, o maior telescópio solar do mundo ficou olhando por três minutos para um retalho da superfície do Sol com cerca de 5.800 por 4.350 quilômetros, algo próximo do tamanho do território brasileiro. A campanha não tinha ambição nenhuma de descoberta: era um teste diagnóstico de um arranjo de câmera montado na frente da fenda de um espectrógrafo e retirado no fim do dia. O que apareceu naquelas imagens mudou a forma como enxergamos a fotosfera, a camada visível do Sol. O Telescópio Solar Daniel K. Inouye fica no topo do vulcão Haleakalā, em Maui, e tem espelho primário de quatro metros, o maior já construído para observação solar. No azul, em 416 nanômetros, ele separa detalhes de 19 quilômetros na superfície do Sol, o equivalente a enxergar uma moeda de um real deitada no chão a mais de duzentos quilômetros de distância. A câmera usada, batizada de FastCam e construída pelo National Solar Observatory com o Instituto Max Planck, lia 740 quadros por segundo com exposições de um décimo de milésimo de segundo. Duas mil dessas fotos eram combinadas numa única imagem limpa, produzida a cada 2,7 segundos. E as imagens revelaram que as bordas dos feixes magnéticos da fotosfera não são linhas lisas nem borrões difusos. São fileiras de espirais. A equipe mediu 47 desses vórtices, com separação típica de 65 quilômetros entre um e o seguinte e tamanhos de 25 a 170 quilômetros. A deformação da fronteira magnética se multiplica em intervalos de 18 a 71 segundos, e as estruturas caminham ao longo da interface a velocidades de até 3 quilômetros por segundo. O fenômeno tem nome antigo: instabilidade de Kelvin-Helmholtz, descrita por Hermann von Helmholtz em 1868 e formalizada por Lord Kelvin em 1871. É a mesma física do vento fazendo ondas na água, das nuvens em forma de crista sobre a serra e das bandas de Júpiter. Na coroa solar ela já era conhecida havia décadas; na fotosfera, jamais tinha sido flagrada, e a previsão